A Espanha atingiu na última semana os 11% ao nível do desemprego. Nós nem por isso. Lá chegaremos? Talvez. No entanto, é a tão criticada emigração de trabalhadores portugueses que muito contribui para que nos continuemos a manter abaixo dos assustadores valores espanhóis. A fuga de mão-de-obra nacional para o estrangeiro constituída por pessoas que se por cá se mantivessem estariam desempregadas – ou a trabalhar, mas com salários em atraso – não é uma maldição, é antes uma dádiva!
A única fuga que nos deve preocupar por agora é a de cérebros e não de trabalhadores pouco qualificados (e, já agora, nem de professores, advogados, psicólogos e enfermeiros, pois também parece que por estas bandas existem demasiados). São esses cérebros que podem ser a fonte de inovação e mudança, que podem criar ou impulsionar PME’s nacionais, criar valor, criar emprego, aumentar a receita fiscal (atenção: tal RF não deverá ser aumentada com uma maior taxa de IRC, que a actual já é suficientemente asfixiante; maiores lucros é que deverão ser a base de uma maior RF, ou seja, com uma taxa igual ou menor que a actual), etc.
Resta criar condições para que os nossos “génios” se sintam recompensados no seu país de origem e agradecer aos emigrantes menos qualificados pelo seu esforço além fronteiras.
terça-feira, 14 de outubro de 2008
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