sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Liberalismo económico ou falta dele?

Os neoconservadores americanos orgulham-se de se auto-intitularem de liberais. Dizem que a «mão invisível» de Adam Smith é infalível e todos os países do planeta deveriam abrir as portas ao liberalismo (ou pelo menos às empresas americanas). Agora querem injectar 700 mil milhões de dólares no seu sector financeiro... Sendo que hoje Marc Faber, director-geral da Marc Faber Ltd, afirma que o valor necessário para que o pacote de salvamento do sector financeiro seja eficaz terá de andar à volta dos 5 biliões de dólares.

Não discuto a importância de tal medida, quero apenas focar a debilidade ideológica do Estado Americano. Todos os dias temos provas de contradições norte-americanas é verdade, mas esta é tão grande (veja-se o montante que poderá estar envolvido) que não poderia escapar sem um post meu.

Compreenda-se que não sou um opositor extremista do liberalismo económico, reconheço até várias vantagens, mas quando se defende a todo o custo esta doutrina político-económica corre-se o risco de a prazo ter de se voltar atrás com a palavra. Sobretudo se os sistemas que regulam a actividade económica são obsoletos, corruptos ou, em certos tipos de mecanismos financeiros, quase inexistentes.


Agora meus caros, basta não perderem os próximos capítulos desta crise baseada na ganância e falta de honestidade para continuarem a observar os actos absurdos de vários políticos e empresários ditos de topo.

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