Os autores deste vosso Caminhando por Quimera decidiram colocar um ponto final na publicação de mais posts neste espaço.
Todas as publicações continuarão visíveis, porém os comentários serão bloqueados pois já não haverá ninguém para lhes responder.
Cada qual com os seus motivos, mas no fundo porque este blogue e, especialmente, os seus fantásticos leitores mereciam outra regularidade de publicação, ao mesmo tempo que seria imperioso manter a qualidade. Qualidade essa que não é mais que dar o nosso melhor, pois certa e felizmente existe por esse Mundo fora quem esteja mais apto a produzir textos com superior qualidade.
Ao longo de mais de 2 anos o Caminhando por Quimera procurou estar atento e debater temas que envolvem e se embrenham com/na sociedade portuguesa, sempre de uma forma construtiva e com a inegável e válida ajuda de dois leitores muito especiais que merecem aqui ser nomeados: Marianne e Arsénio Mota. A vós e aos leitores que preferiram não deixar comentários, com todo o direito, um sincero e sentido Obrigado.
Tentou-se também, embora talvez de forma mais tímida, olhar sobre o resto deste Planeta, onde Portugal é apenas uma migalha.
E como portugueses que somos, abaixo poder-se-à ler um excerto de um discurso de Trindade Coelho num comício antijesuítico no Teatro Académico de Coimbra, a 7 de Maio de 1882.
Peço-vos, antes de mais, que não assumam que esse excerto exorta à auto-comiseração lusa, mas antes há necessidade de se fazer algo, não só em Portugal, como um pouco (entenda-se muito) por todo este globo!
Ah, meus Senhores, estamos constantemente com os olhos fitos na História, adoramos com entusiástico fervor a memória desses homens que em épocas passadas engrandeceram Portugal de quem eram filhos, depois de haverem assombrado o mundo com os seus feitos heróicos e altamente civilizadores.
Orgulhamo-nos de ser filhos de Portugal, sem nos lembrarmos que esse orgulho tem a sua justificação no passado, mas não tem a sua confirmação no presente.
Caminhamos sem saber por onde, perfeitamente cegos, e vamos ficando para trás na estrada do progresso, enquanto que outras nações, às quais já demos leis, avançam, altivas, olhando para nós porventura com olhos de desprezo.
E não será isto um aviltamento contra o qual temos obrigação sacratíssima de protestar?
Que entorpecimento é este que nos paralisa os movimentos e quase nos reduz à impotência?
Se a desgraçada condição a que estamos reduzidos é, como se supõe, obra da incúria dos nossos governos, forçoso é confessar que nessa incúria há muito de cobardia miserável, de desleixo profundamente antipatriótico.
4 comentários:
Felicidades e até sempre!
Marianne
Assim o espero Cara Amiga.
Um enorme abraço.
Tardei a vir receber esta triste notícia. Que acaba agora por produzir efeitos. Tenho pena, temos todos pena, desta desistência final. Claro, compreendo bem a atitude e a decisão, era inevitável.
Paciência, a vida continua a correr pelos seus caudais!
Enfim, agradeço a referência ao meu nome, gesto de pura simpatia.
Saudações amigas neste minicírculo que nós formámos e assim se desfaz!
Desfaz-se o círculo, não se desfazem os laços.
Não tem que agradecer a referência que fiz Caro Amigo, era o mínimo que poderia ser feito.
Encontramo-nos por aí, por outros lugares mas sem alterar por demais a essência já criada.
Grande abraço.
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