terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Médio Oriente: guerra para mais 50 anos no mínimo

O conflito Israel/ Palestiniano as soluções na mesa não são funcionais.
O projecto de dois estados independentes lado a lado, esta limitado devido a expansão dos territórios judeus com a conquista de grande áreas atribuídas aos palestinianos, tornado impraticável a constituição de um estado palestiniano com pés e cabeça, o que actualmente seria uma solução de três estados.
A outra era um estado multinacional, sendo o contrario das crenças sionistas e com a agravante da historia de conflito armado, ainda nas memorias dos dois povos, o que o torna impraticável.
Pelo com que ficamos com um povo cheio de medo que a historia se repita e outro ultrajado rebaixado e expulso da sua terra, com os dois a reclamarem os seus direitos de posse de um pedaço de deserto, com valor religioso.
Os palestinianos não tem razão para pararem de lutar, não há um futuro melhor a espera, não há outra hipótese viável, combater ou submeter-se.
Os Israelitas compreendem que saíram da frigideira para a boca do lobo, não havendo a possibilidade de um grande líder árabe sem que resolva o problema dos colonos europeus, e quase mil anos depois estamos na mesma situação, populações vistas como estranhas pelos árabes a ocupar a palestina com os prantos e exigência de respostas, e expulsão dos infiéis dos lugares santos.
O problema Israel/ Palestiniano só pode ser solucionado nos tempos próximos com a utilização de praticas maquiavélicas.
O poder atómico dado a Israel, pode ter limitado o numero de conflitos com os outros países árabes, mas implica que a posição de Israel numa situação de o cordão umbilical com os EUA ser cortado, teremos fanáticos religiosos com prospectivas de fim do mundo (devido a migração das populações mais racionais) a verem ser realizados os seu piores medos, é duvidoso que não a utilizassem (Ruanda).
Os factores que fazem que este conflito perdure desde a ocupação inglesa, não são espectável que se alterem, a fraqueza árabe, o apoio incondicional dos Estados Unidos por Israel, vai levar a continuação do conflito em lume brando com incêndios periódicos.
Com os israelitas divididos entre o desejo de paz e segurança e o desejo do grande Israel sionista com a expulsão das populações árabes, com as politicas de punição com o objectivo da migração dos jovens para outros países, contrariado com a taxa de natalidade palestiniana.
Será uma guerra de desgaste, e o resultado final não deve ser doce para ninguém.

3 comentários:

Fernando Sosa disse...

Discordo apenas num ponto caro colega: o resultado final, visto como somatório das receitas de fabricantes e comercializadores de armamento, será certamente doce para essa gentalha.

Mas de resto sim: parece-me um resumo acertado da situação, pelo menos do ponto de vista de quem não sente na pele os efeitos directos desse conflito sem fim.

Alegra-me o seu regresso ao "activo"! Cumprimentos.

Arsenio Mota disse...

Caros Grilo Galhardo e Fernando Sosa:

Em primeiro lugar, também saúdo com muito gosto este post e o seu autor. Entendo que vê a questão por um prisma correcto, prevendo porém um certo futuro terrível. Fernando Sosa adverte o «preço» que isso terá em sofrimentos para tanta gente e em lucros criminosos para os industriais armamentistas. (Ainda decorria a invasão da faixa de Gaza e já 3.000 tons de armas se somavam a 2.000 tons da USA descarregados para Israel!) Cá por mim, poria a questão de Israel/Palestina nestes termos simples: se e quando o Mundo quiser ser verdadeiramente CIVILIZADO, isto é, justo, decente e humano, o problema resolve-se. Mas quererá o Mundo ser verdadeiramente CIVILIZADO?
A questão, assim resumida, é só esta!
Saudações.

Anônimo disse...

Sinceramente, nunca consegui compreender os conflitos religiosos e muito menos as "guerras santas".
Sempre "vi" Deus como simbolo de Amor e de Paz!
A instrução (no sentido de conhecimento),a educação (significando civismo), o respeito pelo ser humano, pela vida humana, a aceitação das diferenças, das minorias, das ideias luminosas (ou não), para mim são as bases do entendimento e poderiam ser a ponte para a paz!
Não me refiro apenas ao Médio Oriente, mas sim, em todo o mundo. Por isso, talvez seja bom, começarmos a praticar nos nossos lares.
Marianne