
Depois de na terça-feira ter respondido que não sabia o montante da dívida da Saúde aos fornecedores, Ana Jorge veio ontem dizer que afinal o valor era de um milhão de euros. Ora, o valor correcto não pode ser tão pequeno, como óbvio é. Era muito positivo se assim fosse, não haja dúvida. Talvez um dia...
É claro que não se deve crucificar uma pessoa por uma simples gaffe, mas como expliquei no post anterior, a Sra. Ministra revelou irresponsabilidade sobre a matéria, juntando ainda um pouco de arrogância. Assim sendo, e como cidadão português, sinto-me no direito de fazer um pequeno ataque: se calhar a Ministra tem que ir fazer o exame nacional de Matemática de 12º ano. Mas já agora que seja um ao nível dos bons alunos, sem os facilitismos verificados neste ano ou no ano lectivo anterior.
1.000.000.000€= mil milhões de euros: este sim é o valor que a Sra. Ministra devia anunciar.
4 comentários:
Este blogue segue por caminho direito. É um exemplo de participação e cidadania. Merece ampla divulgação e visitantes regulares.
Saúdo cordialmente Fernando Sosa
Caro Arsénio Mota,
também eu tenho algo a saudar: as suas contínuas visitas a este espaço, sendo finalidade deste isso mesmo: participar, ainda que de forma humilde, na sociedade civil promovendo a cidadania e repelindo ao máximo a apatia. Com bons modos, embora sem «paninhos quentes», todos têm não só o direito de dar a sua opinião, como o devem efectivamente fazer.
A alienação popular apenas solidifica as posições de pessoas sem escrúpulos em cargos decisórios.
Cumprimentos.
Será que a senhora ministra não sabe fazer contas, ou não sabe ler os números?
Quanto ao exame de matemática, penso que ele poderá ser realizado em qualquer dia, menos feriados, sábados ou domingos. LOL!
Marianne
Cara Marianne,
de facto esqueci-me da perspectiva que a falha da Sra. Ministra pode estar na leitura. Quem sabe?
E compreendo que se queira descanso nesses dias. Mas veja-se o bom exemplo de José Sócrates: para se tornar engenheiro não olhou a meios e consequências e consta que de tão aplicado que era nem os fins-de-semana escapavam às provas universitárias. (Este segundo parágrafo foi apenas para relembrar a forma duvidosa como Sócrates conseguiu as suas qualificações, para que nunca se esqueça disso.)
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