...embora esperemos que se fique pelo singular: nacionalização. O alvo foi o BPN e Teixeira dos Santos sublinhou que não era propriamente uma nacionalização. Bom, é e não é: é no sentido em que um banco privado vai para as mãos do Estado; não é no sentido em que o Estado não agiu de forma unilateral, já que segundo afirmou o Ministro das Finanças, este era também o desejo de quem dirige (ou melhor, dirigia) o banco. Porquê esta afirmação do Sr. Ministro? Ela é um sinal claro para as grandes empresas nacionais e estrangeiras que não devem sentir os seus investimentos em Portugal ameaçados por possíveis acções unilaterais do Estado e é também uma explicação desta acção para a UE. Julgo que foi uma afirmação pertinente e sensata.
Agora uma palavra para aqueles que atacarão logo amanhã pelo começo do dia o Governo, quando entrarem no habitual transporte público e encontrarem os amigos ou assim que chegarem ao local de trabalho e se reunirem com os colegas: a tomada de posição do Governo foi a mais correcta. É lógico que é lamentável ter de existir intervenção estatal a este nível e numa situação de desleixo no sector bancário (mais uma para a colecção), mas o que aconteceria se não existisse nacionalização? Como responderiam amanhã os accionistas em Bolsa? O que fariam os clientes do BPN? Os credores permaneceriam calmos e racionais? E os clientes de outros bancos? Continuariam a confiar no sistema bancário? Depressa o sistema bancário no seu todo seria visto como o BPN e o caos surgiria.
Assim, não poderia estar mais de acordo com esta infeliz nacionalização. Esperemos agora que se apurem as responsabilidades. Chega de impunidade!
domingo, 2 de novembro de 2008
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3 comentários:
Caro Fernando Sosa:
Concordo com a abordagem que faz do assunto. Parece-me sensata. De modo que o melhor será não ligar a ditos de quem passa e não sabe o que diz. Neste ponto talvez tenha de colocar-se uma falha de informação. Creio que abunda a deformação da informação (clara e fidedigna) entre distracções e gerais indiferenças: misturas perigosas...
Por fim: gostei de vir até a este vosso blogue. Foi a terceira vez e...voltarei.
Realmente, se quem comete erros, tivesse de os pagar, muitos (erros) seriam evitados!
Se quem faz "desaparecer" milhões tivesse de os repor com juros, talvez os milhões fossem encontrados sempre nos lugares certos e exctamente onde pertencem!
Marianne
Meus caros,
muito me agrada verificar que já não existe apenas uma pessoa a visitar e comentar o blogue. Por muito boa que seja essa visita frequente - e de facto é -, quantos mais comentários interessantes melhor.
Assim, desejo que possa cá voltar caro Arsénio Mota e que a cara Marianne continue a fazer-se ler.
Cumprimentos.
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