sábado, 19 de setembro de 2009

PPR's e empresas cotadas em Bolsa não são males capitalistas?!

Pensei eu ter ouvido um dia falar o Prof. Francisco Louçã sobre os males dos bancos, dos lucros destes e de outros instrumentos capitalistas assentes nos meios financeiros.

Por certo que ouvi mal, já que parece que esse honesto economista e político até investiu qualquer coisa num Plano Poupança Reforma - PPR. E eu a pensar que os senhores do BE já tinham criticado os benefícios fiscais inerentes a esse produto financeiro estruturado... Muito estruturado até porque um PPR pode assentar em outros fundos de investimento e variadas acções. E consequentemente tais fundos de investimento também podem investir o capital noutros fundos e por aí adiante, até ao ponto em que já não sabemos o que cada um contém realmente e do que estão dependentes.

Também pensei que a angélica Ana Drago gostava de ver as grandes empresas portuguesas nacionalizadas e que é contra a especulação financeira. Também devo estar aí equivocado, já que tão pura pessoa deteve acções da PT em tempos, segundo o Prof. Louçã num montante a rondar os €1000. Ora se teve esse modesto montante e se já o vendeu deve ter sido apenas para especulação, pois isso a mim não me parece um investimento real. Logo, não deve ser contra a especulação financeira...

De facto ando muito desatento... Sempre pensei que o BE fosse um perigoso partido próximo da extrema esquerda, pronto a correr com todas as empresas produtivas e transformando as maiores em autênticas crateras de improdutividade.
Mas afinal este é um partido liberal, pronto a tirar vantagens de um mercado que permite a especulação a curto prazo e que pretende ajudar os bancos a aumentarem lucros.

2 comentários:

Arsénio Mota disse...

Caro Fernando Sosa:

Temos assistido a diversos comentários afinados pelo mesmo diapasão.
É verdade que o exercício de crítica é livre e pertinente, mas,cá por mim, tentaria ir mais fundo para chegar mais longe numa crítica à Esquerda. Assim, vemos alvejados meros comportamentos pessoais que, bem a sério, talvez pouco tenham a ver com a orientação ideológica de um partido. Evitemos confundir em absoluto um comportamento pessoal com a linha do partido, mesmo no caso de líderes importantes, para não esquecer que nem sempre as duas realidades se confundem na perfeição. Isso, de algum modo, equivaleria a retirar aos dirigentes partidários o seu estatuto de pessoas individuais que realmente têm.
Eis como posso comentar o seu post que o traz felizmente de regresso ao seu-vosso blogue. Vê como me habituou a estes nossos «diálogos»?
Saudações cordiais.

Fernando Sosa disse...

Certo é que Louçã ou Ana Drago não são o todo do BE. Porém, são constantemente aclamados com euforia desmedida pelas «bases» e simpatizantes do partido.
São tidos como exemplos a seguir e como possíveis salvadores de um Portugal onde jorra o liberalismo extremista (isto não será, com certeza, aquilo que eu penso do País, muito embora o seu estado seja calamitoso).

Ora, e esta é uma opinião individual, Louçã e Drago não são santos e estão muito longe de serem realmente diferentes das caras do PS, PSD, PP ou PCP. Servem-se da ideologia, que o amigo aqui sugere isentar, para enganar o Povo.

Já antes desmascarei Francisco Louçã (Ana Drago penso que é a 1ª vez que coloco em causa) e continuarei a fazê-lo, porque esse não passa de um cavaleiro negro encoberto por uma áurea capa.

Abraço.


Nota: continua a ser uma honra por si ser visitado.