sexta-feira, 1 de maio de 2009

Brincar aos políticos



Eram para ser 25 mas ficaram reduzidas a 3 as beldades da lista para as eleições europeias do PDL de Berlusconi. Consta que o que tinham em comum eram mesmo só as formas divinais, em vez de currículos fortes para representar a Itália no Parlamento Europeu e, mais do que isso, para fazerem parte de um dos mais importantes órgãos de decisão para a vida de todos os cidadãos da UE.
Não se sabe se por pressão da esposa ou da imprensa, o habilidoso e incontroverso Primeiro-ministro italiano fez reduzir drasticamente o número de candidatas com aquelas características. Antes de voltar atrás com a lista paradisíaca, mas pouco preparada para o desafio, Berlusconi justificava-se: "Queremos renovar a nossa classe política com pessoas cultas, bem preparadas e empenhadas em participar em cada votação, ao contrário das pessoas mal cheirosas e mal vestidas que representam outros partidos no Parlamento e dão má imagem da Itália."

A pergunta que fica é: Berlusconi dá boa imagem a Itália e à UE?!

3 comentários:

Anônimo disse...

Pois é, meu caro: Berlusconi é um play-boy!
Mas as ideias dele fazem-me rir!
E já agora, só para rirmos mais um bocado: se Portugal enviasse para a Europa a Manuela Ferreira Leite, o que achas que iria acontecer?
Iriam enviá-la intacta para Portugal! Certo?
Agora a sério: há sempre ideias que nos fazem rir e outras que nos fazem chorar, não é?
Marianne

Arsénio Mota disse...

Caro Fernando Sosa:

A Itália vê-se manietada por máfias. É esta a «democracia» que se vê reconhecida como «democrática». Parece que não há por lá remedeio possível. Entretanto, apenas um sector da sociedade italiana, o mais esclarecido, sente a degradação e não sabe onde esconder a cara de vergonha...
E Portugal avança, triunfante, pela via da italianização! Estamos, porém, num período marcante, com este dilema: ou há ou não há coragem para corrigir de cima até baixo o que precisa de correcção urgente, ou vai tudo nesta voragem sôfrega.
Saudações cordiais.

Fernando Sosa disse...

Meus caros,

se eu fosse italiano dar-me-ia vontade de chorar talvez, contudo sou português e essa Itália parece-me por demais próxima, como se estivesse colada a Portugal e com uma muito ténue fronteira.

Mas assim opto por algo que me parece mais correcto: o murro na mesa seguido da palavra "basta"! Só com uma atitude de verdadeira mudança Portugal, a UE e o mundo poderão evitar um futuro sombrio, tão sombrio como nunca antes se viu.

Cumprimentos.