segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Obras públicas e Paulo Rangel

E eis que o PSD começa a acertar na oposição. Por um lado Paulo Rangel atribui ao seu partido a vitória que foi ter obrigado o PS a pagar as dívidas de Estado às empresas, o que pode ser alvo de muitas e variadas interpretações; por outro ataca o Magalhães (oh Fernão! Imaginasses tu que o teu nome cairia assim em desgraça...); e ainda encontra um terceiro caminho para atacar o Governo, defendendo que a política de obras públicas tudo coloca na dependência do Estado.
Ora é este terceiro ponto aquele com que mais me identifico. Sustentar a Construção Civil à custa do erário público não me agrada nada. Ainda para mais, já neste blogue levantei as minhas dúvidas sobre os potências efeitos do investimento público na economia nacional. Estaremos perante um renascimento do keynesianismo? Por alguma razão essa corrente de ideias deixou de ser usada... O futuro dirá se é esse um bom trilho.



Nota: Dei-me conta que tinha de acrescentar mais um ponto a este post: a amnésia de Paulo Rangel em relação à postura passada do seu partido acerca das grandes obras públicas que são agora alvo de interrogações.

2 comentários:

Arsenio Mota disse...

Descurei um comentário a este post mas vejo que Fernando Sosa se ausentou. Ora, parecendo-me correcta a sua ideia quanto às obras públicas, que vêm alimentando importantes clientelas do Estado (até gerar con-fusões inaceitáveis ou mesmo escandalosas), o ponto que mais ressalta agora é este: Fernando Sosa, não se ausente daqui completamente!
Um abraço.

Fernando Sosa disse...

Caro Arsénio Mota,
obrigado pela visita, antes de mais. Os últimos dias têm sido exigentes no que ao tempo diz respeito. Ideias não me faltam, mas prefiro não construir um texto demasiado em cima do joelho. Dessa forma poderia cometer erros crassos e deixar uma imagem errada deste blogue.

Assim que o possa, voltarei a dar novas (ou comentar novas de outros).

Cumprimentos.