"A ideia que eu tenho é esta: se os partidos políticos continuarem neste "rame-rame", nesta monotonia, nesta falta de imaginação, nesta demissão, que é o que se passa com os partidos políticos à excepção do Partido Comunista, e o PS se for entronizando como uma espécie de União Nacional do Regime, há que fazer um novo partido." Alberto João Jardim disse e para variar um pouco, para também não cair ele próprio em monotonia, disse bem - pelo menos no geral da sua oração. A política em Portugal faz-se à imagem da sua sociedade civil: sem ideias firmes, sem propostas entusiasmantes, sem debates fulcrais. É PS no poder, PSD ainda atordoado por tudo aquilo que tem passado nos últimos anos, PCP sempre no mesmo "rame-rame" - aqui discordo então do madeirense -, PP e BE com algumas iniciativas, sendo o primeiro de estilo oportunista e o segundo muitas vezes com propostas surreais. Bem, antes fazer propostas surreais do que proposta alguma como alguns defendem, pois a oposição não deve dar ajudas ao partido do poder (essa foi mesmo brilhante Dra. Manuela Ferreira Leite).
Vão-se então Sócrates, Teixeira dos Santos e companhia safando de questões mais complicadas, sempre com os mesmos discursos certinhos (tenho que admitir que Sócrates mantém sempre a postura, seja qual for a questão, e Teixeira dos Santos tem sempre resposta a tudo, por mais vazia de conteúdo que seja).
Mas, como já é do conhecimento dos leitores do blog (sim...não são assim tantos), não sou grande fã do senhor madeirense. Como tal, embora esteja eu de acordo com esse senhor no facto de ser urgente a criação de um novo partido político que abane e inove a classe política portuguesa, já não concordo que ele possa fazer parte desse mesmo partido, muito menos como figura de proa como ele tanto deseja lá no fundo do seu íntimo.
Digo mais e espero não estar enganado: os portugueses, no que toca a Portugal Continental, também não apreciam assim tanto o modo de estar na política do inefável Presidente do Governo Regional da Madeira. Um novo partido com pessoas do calibre de Alberto João Jardim na direcção não iam nem trazer nada de novo ao país, nem nada de bom.
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Assinar:
Postar comentários (Atom)
2 comentários:
Poderia não trazer nada de bom, mas que Portugal ia acordar, lá isso ia!
A. J. Jardim não é apenas um "fala barato", nem "um rude senhor", é também um homem de obras feitas no seu jardim no meio do Atlântico plantado!
Não me parece que ele queira vir para o Continente, não, cá ele não faria tantas obras, lá ele é o Rei e Senhor, lá ele gosta de estar e lá ele faz porque gosta da sua terrinha. E digam o que disserem, o "imperador" da ilha tem desenvolvido e melhorado a mesma a todos os níveis!
Quanto aos políticos do Continente, bom, estes só gostam mesmo é de dar à língua e de estar no poleiro!
Marianne
Cara Marianne,
mais uma vez agradeço a sua visita. Espero que as férias tenham sido boas.
Quanto ao assunto em questão, de facto nunca fui à Madeira, nem tão pouco sou um conhecedor nato de tudo o que por lá se faz. Tenho uma visão "continentalista" talvez, digamos assim. Mas também não é nisso que pretendo insistir aqui: quer seja homem de obras feitas, quer não, o facto é que tem uma forma de estar diante das câmaras televisivas que me repugna e arrisco dizer que na sua infância faltou muita pimenta na língua.
Não é esse tipo de pessoas que quero ver no topo do país.
Para breve prometo novo(s) posts, assim que o tempo disponível me permita fazê-lo, pois as ideias já cá estão.
Cumprimentos
Postar um comentário