sexta-feira, 4 de julho de 2008

Sem articulação e visão, não se pode esperar resultados positivos!

O sistema de segurança social baseia-se em que na mesma forma que hoje os contribuintes pagam as pensões dos contribuintes do passado, e no futuro as sua pensões serão pagas pelos contribuintes do futuro não é lógico que uma pessoa que não tem filhos pague mais a segurança social.
Com a emergência do problema demográfico, não seria lógico associar a contribuição para a segurança social ao numero de filhos tanto no lado do trabalhador como da empresa e assim criar uma situação onde incentivando a natalidade também se estruturaria o mercado de trabalho para a protecção das populações que teriam mais dificuldades num situação de crise, e pondo no mercado de trabalho os indivíduos com maior capacidade de mobilidade, tanto a nível geográfico com profissional e assim combatendo o desemprego de longa duração numa das suas vertentes.
O problema não esta no peso do estado! Mas sim nas estruturas institucionais e sociais que não estão articuladas de forma a terem o melhor resultado, devido a um pensamento segmentado, onde a falta ligação das politicas que tendem a só ter em conta o objectivo primordial sem um visão global, como na obtenção de recurso sem ter em conta as consequências sobre as estruturas sociais e as escolhas que são influenciadas no longo prazo, ou seja os impostos devem ser utilizados como um mecanismo de controlo social e não só uma forma de arrecadamento de fundos.

2 comentários:

Anônimo disse...

Realmente os descontos deveriam ter por base o salário e não o número de filhos (entre outros factores): não faz sentido que uma pessoa que ganha o mesmo que eu, desconte menos, só porque tem mais filhos. Aliás, é para fazer os acertos anuais que declaramos o IRS.
Penso também que as pessoas são livres de optar por não ter filhos, se não os desejarem, mas descontarem mais por essa opção é discriminação!
E pior, há pessoas que não podem ter filhos e porque não os têm, pagam mais! Nem sequer se tem em conta o sofrimento pessoal que essas pessoas já sentem.
Eu desconto mais, mas quando me reformar (se conseguir sobreviver) não vou receber mais...
Marianne

Fernando Sosa disse...

Se entendi bem aqui o tema, concordo que haja mesmo discriminação entre quem tem e quem não tem filhos. Não que se tenha de agravar a situação económica a quem não tem filhos, mas beneficiando quem os tem. Ou seja, a questão não é quem não tem filhos pagar mais, é quem os tem pagar menos. Pelo menos é assim que acho que deve ser vista a questão.

Numa altura em que o Modelo Social Europeu, assente no Estado Providência, pode estar à beira da ruptura do ponto de vista económico é importante criar as condições necessárias para que esse continue em funcionamento no futuro. E sem dúvida que termos uma população com maior percentagem de população activa é um dos factores determinantes para a sustentabilidade do sistema.

Como conclusão, acho também que seja importante consciencializar melhor os pais ou futuros pais que não basta fazer filhos, tem que se educar também. Esse é um problema de muitas famílias que recebem subsídios... Deveria de existir um maior apoio/acompanhamento por parte do Estado a essas famílias que podem estar em risco (eu sei que, infelizmente são demasiadas pessoas para os recursos do nosso Estado, mas enviar dinheiro para ser mal utilizado por muitas famílias também não me parece solução).